Association Culturelle pour les Etudes Portugaises

Caroline Duchêne (224 A)

lundi 31 juillet 2017, par IdB

O nosso professor de Francês entrava na sala de aulas e nós aguardávamos de pé. Ele tirava o casaco, abria a pasta, olhava para nós e dizia com uma voz rouca : « Bom dia. Sentem-se ! »

Ele tinha os cabelos grisalhos e uma barba comprida. E cheirava a tabaco.

As suas aulas eram sempre idênticas : um aluno ia ao quadro corrigir uns exercícios e nós fazíamos os mesmos no nosso lugar. No princípio do ano, eu não gostava dele e dizia para com os meus botões : Este ano não vou aprender nada. Mas depois tive um problema e ele esteve ao meu lado durante todo o tempo.

A sua maneira de ensinar era única. Com ele podia-se falar de tudo. Era como um segundo pai. Ele abria-nos os olhos para o mundo em que vivíamos.

Isto foi há quatro anos, mas de cada vez que estou a fazer um teste de Francês, penso nele pois marcou a minha vida.

Caroline Duchêne, 224 A

Répondre à cet article

ACEP: 47, rue de Naples, 75008 Paris — Tel: 01 43 87 52 91 — Fax: 01 43 87 37 57 | Se déconnecter |