Association Culturelle pour les Etudes Portugaises

Discours de Maria Teresa Salgado

mardi 26 juin 2012

Discurso proferido por Maria Teresa Salgado, presidente da associação.

Este ano a ACEP faz 30 anos ! Parece impossível ! Que caminho percorrido, não sem obstáculos, mas que até hoje, felizmente, conseguimos vencer.

Conhecemos neste grupo escolar que nos acolheu três chefes de estabelecimento, vários diretores do colégio e liceu, chefes de divisão e numeroso pessoal de enquadramento. Com todos soubemos tecer laços de confiança e de amizade.

Mas é aos pais de alunos e aos alunos que nós devemos o que somos hoje. Quantos milhares de jovens já passaram por esta escola ? Uns com entusiamo, outros um pouco forçados pelos pais, mas todos com a convicção de que não devemos esquecer donde viemos. Um povo sem raízes é como um povo sem história e sem auto-estima.

Conhecer o que somos, ensina-nos o caminho a seguir e ajuda os nossos jovens a integrarem-se facilmente na sociedade francesa, sem arrogância, mas também sem complexos.

Em todo este percurso a Acep pôde contar com mais de uma centena de professores que com profissionalismo e dedicação incentivaram os alunos na aprendizagem da língua e da cultura portuguesas.

É altura, este ano, de tentarmos fazer um balanço. Balanço que nos parece positivo à sombra tutelar de Fénelon. Que melhor ex-libris que este nome de um orador e pensador célebre francês que tanto contribuiu com os seus escritos e exemplo para desenvolver o ensino dos jovens ?

Não posso evocar todas e todos que nos têm acompanhado com uma amizade sem falha ao longo destes 30 anos. A todos vai um pensamento de reconhecimento e de amizade.

Um agradecimento especial à nossa equipa atual de professores, que conseguiu contra ventos e marés convencer os alunos a participarem nesta festa. Eles próprios, como podem ver no programa, vão cantar duas canções !

Enfim, neste dia quero vincar o que a ACEP deve à Zita Salgado. Foi ela que soube criar estes laços de amizade entre o grupo Fénelon e a Acep. É ela que recebe e ajuda quotidianamente os pais de alunos, e que conhece, graças a uma memória prodigiosa os alunos pelo nome.

Antes desta participação vão assistir à leitura de textos de grandes autores da lusofonia por dois artistas, um português, Jorge Tomé, e um francês, Jean-Luc Debattice, acompanhados por um gutarrista, Mathias Bechardsky. É uma aposta nossa, dar-vos a escutar grandes textos de autores da lusofonia em português e em francês. Todos nós, pais, alunos, professores, estamos nesta fronteira de afetos, quotidianamente a lidar com duas línguas que estruturaram as nossas vidas.

Espero que esta sessão vos deixe boas recordações. Se há um fator, apesar da crise e de todos os problemas que ela engendra, que nos deixa orgulhosos, é a nossa cultura. Portugal foi um grande país no século dos descobrimentos. Hoje não dividimos o mundo como o fizemos com o tratado de Tordesilhas, mas os nosso escritores e artistas têm uma qualidade reconhecida internacionalmente. Devemos continuar a abrir o caminho do conhecimento, do amor da ciência e do rigor e preparar assim a juventude de maneira a que esta possa criar uma Europa forte, solidária e unida em que a palavra fraternidade não seja uma palavra vã. Ouçamos todos com atenção o que estes autores nos querem transmitir nesta bela língua que é o português.

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