Association Culturelle pour les Etudes Portugaises

Um novo desfecho para "A Bola"

mardi 26 juin 2012

Nesta redação pediu-se aos alunos que dessem continuidade à crónica “A Bola” de Luís Fernando Veríssimo. Nesta, o pai ofereceu uma bola ao filho esperando que este experimentasse a mesma alegria que ele sentira quando o seu próprio pai lhe oferecera uma bola pela primeira vez. O filho não fica entusiasmado com o presente e prefere continuar a jogar com os seus jogos electrónicos.

— Filho, podemos falar um pouco ?— perguntou o pai.

— Legal— respondeu o filho, mas outra vez sem olhar para o pai porque estava concentrado no seu jogo vídeo.

O pai pediu-lhe, então, que desligasse a televisão.

— Sabes— começou o pai— no meu tempo os jogos vídeo não existiam. Brincávamos com uma bola, tínhamos comportamentos saudáveis, convivíamos com os outros meninos que jogavam à bola connosco. Tínhamos agilidade, éramos rápidos.

Fez uma pausa porque estava a relembrar esses momentos na sua mente. Depois prosseguiu :

— Hoje em dia os meninos da tua idade só pensam em jogar esses jogos vídeo o que pode provocar nas crianças comportamentos nocivos : ficarem isoladas, fugirem à realidade, ficarem dependentes e, até no pior dos casos, tornarem-se obesas. Para concluir, podes jogar aos jogos de vídeo, mas não passes o dia todo a jogar. Deves jogar à bola ou fazer uma actividade física para não teres doenças e não ficares isolado.

O menino não tinha perdido uma palavra do discurso do pai. Pôs-se a pensar e decidiu ir brincar à bola com o pai porque pensou já ter jogado demasiado aos jogos vídeo naquele dia.

Brincaram toda a tarde e o menino até fez novos amigos.

Rosário Pires, 4e D

O pai, desanimado, pôs-se a pensar como convencer o filho a não passar tanto tempo a jogar jogos elctrónicos. Depois, chamou-o :

— Filho, vem cá !

— Espera um pouquinho ! Estou mesmo a acabar o jogo, estou no nível 5 ! — respondeu o filho.

"Sempre a mesma coisa", pensou o pai.

Pouco depois, o filho veio sentar-se ao lado do pai.

— O que foi, pai ?

— Quero falar contigo sobre os jogos. Dantes, quando eu tinha a tua idade, não havia nada disto. Só jogávamos à bola, às escondidas e líamos muitas bandas desenhadas. A bola que o meu pai me ofereceu era tudo para mim, era o meu melhor passatempo. Às vezes os meus pais até ralhavam comigo por eu chegar tarde a casa, porque passava o tempo a jogar à bola, e levava um puxão de orelhas.

— Que má sorte ! — disse o filho — Já posso ir jogar ?

— Não percebeste nada… Os jogos de vídeo e os computadores têm as suas virtudes, mas também podem ser nocivos. Não faz bem passares tanto tempo em frente do ecrã. Precisas de conviver, de ter mais curiosidade. É importante fazer exercício físico, até podes vir a ficar doente se continuas assim.

O filho foi para o seu quarto mas ficou a pensar nas palavras do pai. Minutos depois, saiu de lá cheio de luz e propôs ao pai ir jogar futebol com ele. Pai e filho passaram uma grande tarde juntos. Depois do jantar, o filho foi para a cama e pensou que, um dia mais tarde, iria fazer a mesma coisa com o seu futuro filho…

Tiago Moringa 4e B

O pai chamou o filho para ele se ir sentar com ele nas cadeiras do jardim. Depois, disse-lhe :

— Filho, parece-me que passas muito tempo nos jogos electrónicos e na internet. No meu tempo era totalmente diferente ; os rapazes tinham uma bola e as raparigas uma corda para saltar.

— Mas, pai, o senhor já não é novo, a vossa geração já passou— riu-se o filho.

— Ouve o que tenho para te dizer primeiro, filho. A minha mãe e o meu pai ralhavam muito porque eu só queria jogar à bola. Fazia-me bem porque é um desporto e faz bem à saúde. Agora vocês, na vossa geração não fazem mais nada a não ser estarem na internet ou nos jogos electrónicos. Falta de exercício pode causar doenças como precisar de usar óculos, obesidade, dependência e até pode tornar uma pessoa anti-social.

O filho prometeu mudar os seus hábitos e, todos os sábados, ele e o pai vão jogar à bola num parque não muito longe de casa.

Mélanie Martins 4e D

— Filho, quero falar contigo !

— Porquê, pai ?

— Eu quero explicar-te uma coisa.

— Estou quase a acabar o jogo, espera !

— Vês, estes jogos incitam a um comportamento nocivo. Não falas com ninguém, isolas-te.

— Mas o jogo não acabou…

— No meu tempo, saíamos com os nossos amigos. Passávamos tardes e até dias a jogar à bola. Agora não há convívio nenhum. Até estás a ficar agressivo.

— Mas só estou a jogar… E se não houvesse internet, como poderia fazer os meus trabalhos de História ?

— Por um lado, a Internet é boa para ir buscar informações e comunicar à distância. Mas, por outro, cria uma grande dependência, até uma fuga à realidade. E ficando todo o dia em frente do computador podes ficar obeso. Além disso, lembro-me como me divertia. Eu era rápido e ágil, queria imitar os grandes jogadores do meu tempo. Como éramos felizes ! É mesmo evidente que éramos mais felizes do que os jovens agora.

— E quando contaste que os teus pais te ralharam por quebrares o vidro do vizinho por causa da bola. Não te lembras ?

— Isso foi um acidente, malandro. Foi só uma vez, não voltou a acontecer. Eu tenho muito para te ensinar com a bola.

— Ó pai, é verdade, hoje está um dia bonito. Vamos ensaiar uns passes com a minha nova bola ?

Bruno Anne 4e D

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