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Abri as cortinas e sentei-me... (Mariana Gregório 4eB)

mardi 2 septembre 2014

Abri as cortinas e sentei-me numa cadeira a olhar pela janela do meu quarto. É a primeira vez que páro para olhar calmamente para o que se passa para além da janela.

Vejo uma família de formigas que leva às costas folhinhas para alimentar os filhos. Depois, reparo na erva que se mexe lentamente ao mesmo ritmo dos ramos das árvores. O vento arrasta as folhas cor de laranja e castanhas que estão no chão. Estou dentro de casa, mas sinto os movimentos de cada flor, cada árvore, cada animal.

Os passarinhos voam pelo céu cinzento e enevoado do Outono. Já está frio, mas os animais, os insectos e a verdura parecem andar em festa.

De repente, pareceu-me ver um papagaio de penas azuis, vermelhas e laranja e todos ficaram a olhar para ele. Mas não é possível ! estou na cidade, não há papagaios em liberdade !

Fico a matutar nisto : era certamente um vestido de muitas cores que esvoaçou ao vento. Foi a única explicação que encontrei para esta imagem.

Volto a olhar pela janela, mas só vejo o muro que separa a minha casa da casa vizinha. Não há pássaros, não sinto o vento. O jardim parece ter ficado triste, sem barulho, sem habitantes e sem vida.

Mariana Gregório 4eB

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